terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Internato


Desde que tive que fazer um trabalho sobre um texto da Lya Luft decidi me aprofundar um pouco mais em sua obra. Há alguns minutos terminei de ler O Internato, e como alguns outros que li suscita uma reflexão, que embora clichê não deve ser esquecida: Devemos cultivar o bem hoje, para que possamos colhe-lo amanhã.
O texto fala de um menino que desde muito pequeno sofria e via seu pai agredir sua mãe e suas irmãs. Aos onze anos foi mandado para um internato após tentar defender sua mãe das agressões, partindo para cima do seu pai. Desde então passou a colecionar mágoas, que foram se transformando em ódio. Os anos passaram, sua mãe falecera, agora ele era um homem muito bom e bem sucedido.
Ele jamais perdoara seu pai. Quando encontrava com suas irmãs, que já tinham marido e filhos, essa era um assunto terminantemente proibido.
Um dia, ele recebeu uma ligação e percebeu que não tinha escolha, teria de cuidar de seu pai, que estava enlouquecendo e vivia em condições desumanas. Ele então foi em seu socorro, e após alguns dias foi a vez da vingança pela qual ele esperara a vida inteira. Seu pai finalmente saberia o que era viver em um Internato.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012



"É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!" 


Sábado passado estive na exposição Viva Elis no CCBB. Sem dúvida era uma exposição que precisava ser conferida, afinal, o talento dela era incomparável no quesito voz. O dia em que fui a exposição, coincidiu com o falecimento da Hebe, que apesar de estar muito longe de ser jovem, me leva diretamente a um assunto bem complexo: a morte, a hora de partir.
A exposição é magnífica e eu realmente gostaria de ter ido antes. Saí de lá com uma sensação estranha, pesada. Pensei na Elis, no Renato Russo,no Cazuza, na Karen Carpenter, Cássia Eller, Kurt Cobain, Amy Winehouse e em tantos outros que se foram cedo demais. Todos com algum tipo de problema, álcool, drogas, distúrbio alimentar,depressão... agravados pela fama ou não, eram pessoas tão talentosas que não cabiam em si. Com um tipo de inconformismo que era facilmente transformado em poesia, em ondas sonoras inebriantes ou em ambos. Eles contagiaram o público com a sua intensidade, tudo o que faziam, era com a alma e talvez por isso tenham partido tão precocemente;
Sempre que penso nessas pessoas imagino como seriam suas carreiras hoje em dia. Será que a qualidade seria mantida? Seriam lendas vivas como Chico Buarque e Caetano? Nada me faz pensar o contrário.
Aos fãs que ficaram, só nos resta a lembrança e contribuir para que o som deles, tão raros, chegue até as próximas gerações.

"Enquanto houver quem se lembre de nós, quem tenha saudades, quem relembre momentos, ações, quem, apesar de ausentes, nos sinta, nos veja, nos fale na linguagem mais arcaica do mundo, a do pensamento, então não morremos, permanecemos vivos num outro patamar: o da memória viva das pessoas que connosco vivenciaram."