Prestes a começar a ler Retalhos, de Craig Thompson, enquanto lia a sinopse, um trecho me chama atenção:
"...nas frias noites de nevasca, como é dormir pela primeira vez com alguém que você ama, em um universo conjunto sob as conversas."O título em si, já mexe um pouco comigo. Provavelmente os retalhos a que Thompson se refere são trechos da vida dele. É exatamente como me sinto. Sou retalhos a espera de um momento oportuno para que possa me juntar e fazer algum sentido.
Depois que comecei a ler, não demorou muito até que me deparasse com outro trecho chamasse a minha atenção.
"Eu queria queimar estes artefatos infantis porque as linhas - que haviam sido minha fuga - agora serviam de lembrança. Eu queria queimar minhas memórias."Acho que todo mundo já teve um momento desses. Algo do estilo "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". E essa busca incessante pelo esquecimento de algum erro cometido, uma escolha errada ou mesmo lembranças de momentos ruins que já passaram, mas que ainda hoje trazem muita dor.
E pra finalizar um último trecho que para mim, foi o mais triste do livro. Provavelmente porque coincidiu com o momento que eu estava passando. Acredito que não a situação em si, mas o que se passou com ele para tomar essa atitude.
"Raina, estou ligando para dizer Adeus..."Uma coisa é certa, ele a amava. Optou por outro caminho quando percebeu que ir adiante só traria sofrimento. No final a vida é assim. Não dá para sair ileso dela. O jeito é se adaptar, buscar novas coisas e dar valor ao que se tem.

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