quinta-feira, 28 de abril de 2011

"Porque os dias vão pra nunca mais..."


Palavra do dia: Determinação

Está na hora de mudar o rumo das coisas. É a hora de fazer a curva do rio que eu pensava que não existisse. Mudar o curso e seguir meus instintos, que talvez não sejam tão destrutivos assim.
Hoje descobri que posso ser feliz sozinha e que com um pouquinho de determinação posso alcançar meus objetivos. É claro que antes é preciso querer e fazer por onde. A luta começa novamente mas com um ingrediente a mais, segurança. A segurança de saber o que quero e onde quero chegar.
As pessoas? De que adianta sofrer se a maioria delas vai te sacanear, te decepcionar, te apunhalar ou simplesmente sumir? As que realmente merecem estarão ao seu lado e elas sabem que podem contar com você. 

E agora, sem pressa 
Sigo meu caminho.
E agora, sem pressa
Mudo o rumo da minha história.
E agora, sem pressa
Vivo minha vida da maneira que sei viver.
E agora, sem pressa 
reconheço que meu pote de ouro esteve aqui o tempo todo
só eu que não percebia.
E agora sem pressa, 
aguardo os próximos capítulos dessa jornada.

 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tem Gente...


Tem gente que gosta de sofrer.
Tem gente que sofre sem querer.
Tem gente que sofre sem saber.

Tem gente que brinca de viver.
Tem gente que brinca para viver.
Tem gente morre sem viver.

Tem gente que luta contra o querer.
Tem gente que luta sem querer.
Tem gente que luta por não saber.

Tem gente que luta pra entender.
Tem gente que tenta não sofrer.
Tem gente que sofre por querer. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ressurreição


É estranha essa necessidade que sinto de escrever. Sobretudo anteontem e ontem, quando o cansaço tentou me vencer por diversas vezes e não cedi. Deixei o que tinha para fazer e voltei para o meu caderninho.
Hoje foi diferente. Resisti a todos os impulsos que me levavam e ele e finalmente terminei de ler Ressurreição de Machado de Assis, que eu estava cozinhando a no mínimo duas semanas. Como todo livro, não achei de todo ruim, até consegui extrair uma parte ou outra, mas não sei se encaro Dom Casmurro nesse feriado, seria tortura demais até para quem gosta de ler.

"Duas faces tinha seu espírito, e conquanto formassem um só rosto, era, todavia, diversas entre si, uma natural e espontânea, outra calculada e sistemática. Ambas, porém, se mesclavam de modo que era difícil discriminá-las e defini-las. Naquele homem feito de sinceridade e afetação tudo de confundia e baralhava."  (P.18)
 " Os meus amores são todos semestrais; duram mais que as rosas, duram duas estações. Para o meu coração um ano é a eternidade. Não há ternura que vá além de seis meses; ao cabo desse tempo , o amor prepara as malas e deixa o coração como um viajante deixa o hotel; entra depois o aborrecimento - mau hóspede." (P.25)
"... viver não é obedecer às paixões, mas aborrecê-las ou sufocá-las. Os maricas, como tu, choram; os homens, esses ou não sentem ou abafam o que sentem." (P.42)
" - Meneses não conhece os outros, continuou Félix. Parece filho daquele astrólogo antigo que, estando a contemplar os astros, caiu dentro de um poço. Eu sou da opnião da velha, que apostrofou o astrólogo: "Se tu não vês o que está a teus pés, por que indagas do que está acima da tua cabeça?
- O astrólogo podia responder, observou a viúva, que os olhos foram feitos para contemplar os astros.
- Teria razão, minha senhora, se ele pudesse suprimir os poços. Mas que é a vida senão uma combinação de astros e poços, enlevos e precipícios? O melhor meio de escapar aos precipícios é fugir aos enlevos.
       Lívia ficou pensativa alguns instantes.
- O pensamento é melancólico, disse ela; contudo, pode ser verdadeiro. Mas por que razão condenaremos a vida contemplativa dos que não conhecem a vida positiva? Os livros da imaginação... esses livros não são detestáveis, como o senhor disse; não os há detestáveis nem ótimos. Deus os dá conforme a ciência de cada um." (P.43)
"A que propósito interviria o coração neste episódio, que devia ser curto para ser belo, que não devia ter passado nem futuro, arroubos nem lágrimas?" (P.50)
"Decidam lá os doutores da escritura qual destes dois amores é melhor, se o que vem de golpe, se o que invade a passo lento o coração. Eu por mim, não sei decidir, ambos são amores, ambos têm suas energias."
(P.55)
"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar." (P.56)
"Há quem diga que o primeiro amor nasce apenas da necessidade de amar." (P.71)
"...havia entre ambos, como Féliz disseram um dia, certa conformidade de sentir e pensar, que de algum modo os vinculava." (P.79)
"O amor não é isso que o senhor diz; não nasce de uma circunstância fortuita, nem de uma longa intimidade, é uma harmonia entre duas naturezas, que se reconhecem e completam." (P.80)
" Uma lágrima - a última que lhe restava - foi a única expressão do seu imenso desespero." (P.87)
"Era sol posto, hora de melancolia; tudo ali em volta assumia a cor pardacenta e luminosa dos últimos instantes da tarde." (P.93)
"Que lhe importava a ele a melancolia da natureza, se tinha dentro da alma uma fonte de inefáveis alegrias?" (P.109)
"...mais vale sonhar com a felicidade que poderíamos ter do que chorar aquela que houvéssemos perdido." (P.127)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tanto...


Quando acho que tudo finalmente pode se resolver, uma confusão assola minha mente.
Pressentimentos, pessoas, atitudes, desculpas... tudo para me levar a crer que não é pra ser.
Vale a pena perturbar esse equilíbrio que de certa forma atingi, desequilibrando tudo por algo tão instável e que parece um jogo ao qual o principal objetivo é o fracasso alheio?
Pergunto-me como estaria se ontem a noite tivesse seguido meu caminho normalmente, exatamente como fiz quarta-feira.
Será que algo teria mudado? E essa falta toda que você diz sentir de mim onde está?
Se em algum momento eu questionar sei exatamente o que vou ouvir e acho que estou meio que de saco cheio disso.
Preciso descobrir o que pesa mais porque sinceramente não sei o que se passa na sua cabeça e muito menos na dos outros.
Me sinto em um livro de Shakespeare onde hora sou Othello e outra sou Desdêmona, quem sabe até Iago...já não sei mais.
São tantas coisas... tanta gente... tantos pensamentos... tanto medo... tanta insegurança... são tantos tantos que me levam a crer que tanto querer não basta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Esperança


Não sei o que estou sentindo agora, nem mesmo como as coisas vão se resolver ou mesmo se isso vai acontecer.
Mas sei que o que senti nos últimos dias foi algo especial e que pensara ser incapaz de sentir novamente.
Voltei a sorrir com a alma como a muito não fazia e mesmo que por alguns momentos, eu vi a felicidade nos olhos de alguém que passava por uma situação tão complicada quanto a que passei um dia.
A ironia de tudo é que agora parece que as coisas estão em uma corda bamba e mesmo assim estou certa do que quero, a indecisão ainda não me atingiu quando na verdade teria sido a primeira a bater em minha porta. Eu quero você e disso não tenho dúvidas, mas preciso aprender a lidar com algumas situações. Deixar de pensar nos vários ângulos que essa história possui, é um erro e nem sempre consigo fazer isso logo de cara. Ainda sim, neste momento, tenho consciencia de que a decisão não está em minhas mãos.
Preciso aprender a dar "tempo ao tempo". O tempo é relativo, mas nem por isso deixa de ser "tempo". Cada um tem o seu e é preciso respeitá-lo, ainda que isso seja difícil e complexo.
 Aconteça o que acontecer daqui por diante, não posso me queixar de não ter vivido. Pode ser que pela primeira vez tenha feito algo que quis, quando quis sem pensar no que pensariam ou deixariam de pensar e acima de tudo, fui feliz.

quarta-feira, 6 de abril de 2011


Como pode alguém sentir tanta falta de um beijo que até a pouco desconhecia?
Como pode alguém achar que é loucamente apaixonado por uma pessoa e de um dia para o outro descobrir que todo o sentimento ficou no passado?
Como pode alguém lutar tanto por uma causa e no fim descobrir que também faz parte dela?
Como pode alguém chorar sem motivos e descobrir que consegue sorrir quando tem todos os motivos para chorar?
Como pode alguém tão retraído sentir-se tão bem fugindo aos padrões impostos pela sociedade e expondo-se a isso sem medo algum?
Como pode alguém que via trovões em dias de sol, começar a ver raios de sol em plena tempestade?
Como pode alguém ter coragem de encarar o mundo e ter tanto medo de perder uma única pessoa?

segunda-feira, 4 de abril de 2011



Aquele olhar, aquele sorriso, aquele cheiro, a pele e a voz mansa a transportavam para outro lugar.
Sentia falta do corpo quente, do abraço, das mãos afoitas que tanto a atiçavam.
Era um sonho tão gostoso que mesmo acordada a impedia de despertar e agora a impedia de voltar a dormir.

domingo, 3 de abril de 2011

O Caçador de Pipas



" -Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente uma variação do roubo.
Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito de justiça."
Trecho extraído do livro O caçador de Pipas de Khaled Hosseini


sábado, 2 de abril de 2011

A Distância Entre Nós


 "Agora, não é mais pra um homem ter sido apenas um homem. Agora, o protocolo do sofrimento exige que o transformemos num príncipe, num rei. Agora, os defeitos de um homem devem ser passados a ferro como as pregas de um terno, até ele aparecer diante de nós impecável e sem defeitos como no dia em que nasceu. Como se a terra fosse se recusar a recebê-lo, como se os abutres de Torre do Silêncio se recusassem a bicá-los se não fosse restaurada a sua glória original. Na morte, todos os homens viram santos."

A distância entre nós - Thrity Umrigar

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Passagem das Horas


"Trago dentro do meu coração,

Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero".


Álvaro Campos