quinta-feira, 25 de novembro de 2010



E se houver alguém em quem dar um abraço de Ano Novo?
Alguém a quem possa entregar meus sentimentos sem receios?
Alguém que me aceite e me respeite como sou.
Alguém a quem não ame
Mas a quem talvez pudesse aprender a amar.
Se uma segunda chance me foi dada
Não seria correto deixar passar
No entanto, a dependência do tempo persiste
Assim como a angústia em meu peito
E o receio de brincar com o sentimento alheio.

Vazio!Vazio!Vazio!
É o que tenho aqui dentro
Maior que eu, é um buraco negro
que suga todo o equilíbrio que eu jamais terei.

As mais belas palavras ditas pela pessoa errada,
Não da pessoa que assombra meus sonhos.
Lágrimas rolam, não apenas por minhas faces
mas também em minh'alma.
Gritos desesperados ecoam pelo meu silêncio.
Se abro a boca eles escapam e fazem um estrago.

Já não sei até onde sou capaz de ir
Sinto que a qualquer momento vou explodir
E os estilhaços vão se espalhar
Mas não deixarei de existir.

Minhas ilusões românticas
Me impedem de tentar
E trazem, cada vez mais,
solidão e lembranças de uma época que quero esquecer.
Sinto "a casa dos sonhos" cada vez mais distante
e rejeito a oportunidade de me aproximar "dela".

E é assim que termino
deitada em minha cama
Pensando no que poderia fazer
Esperando algo acontecer.

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