domingo, 21 de novembro de 2010
Tenho o corpo relaxado e a mente tumultuada
Cercada de contrastes,tento em vão,
expressar meus sentimentos em poesia.
Versos livres tomam forma
Palavra por palavra
É assim que me encontro nesta manhã desta quinta-feira cinzenta
Onde o sol luta pra sair e uma brisa balança suavemente meus cabelos.
Não sinto frio, apenas vazio.
Seu cheiro, impregnado na minha pele
só me traz lembranças do que poderia ter sido a melhor tarde do ano.
A força que me faz querer ser indiferente a ti é nula,
É uma vontade tolamente subjetiva
Mesmo sendo, objetivamente, pura ignorância.
Mesmo que eu queira ou tente, te odiar está além de minhas forças.
Os sons das ondas batendo, a barca passando, essa paisagem privilegiada
Não me tiram a vontade de sumir.
Sozinha,sempre sozinha.
O tempo passa e a mudança é superficial.
Mais uma vez me vejo perdida
Sem vida ou objetivos.
Só amar me motiva e até que eu aprenda a cultivar o amor próprio,
esse vazio será minha companhia.
Minha busca pelo amor é eterna
Neste instante, sou e estou objeto.
Como a árvore que gentilmente me sede sua sombra.
De ontem em diante não me permitirei ser usada em outra ocasião se não em benefício próprio.
Esse vazio já é grande o bastante para que continue a crescer.
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