quinta-feira, 31 de março de 2011

Sonhar


"Sonhar é acreditar que se têm poderes para construir alguma coisa diferente. O sonho pode até ser uma utopia a respeito de um lugar que não existe. Mesmo assim ele cumpre importante papel de movimentar o presente em busca de um futuro melhor. Sem os sonhadores o mundo para. Quantos existiram que, mal interpretados, só foram valorizados depois de mortos. Sonharam com uma humanidade melhor e foram acusados de pervertidos; sonharam com uma ciência que pudesse melhorar a vida das pessoas e foram acusados de feiticeiros; sonharam com uma civilização de amor e foram acusados de ingênuos, sonharam com simplicidade e foram acusados de superficiais.
Sonhadores não desistem facilmente. Têm a alma elevada, o olhar mais apurado, a mente aberta e o desejo interno de transformação. São poetas, às vezes; outros palhaços, malabaristas; são sacerdotes em busca de uma nova terra; são jovens, todos esses, independente da idade, porque os sonhadores não envelhecem...

"Qualquer coisa que você possa fazer, ou sonha que possa fazer, comece a fazê-la. A ousadia tem em si genialidade, força e magia." - Goethe " "

Texto extraído do livro: O Sol Depois da Chuva - Gabriel Chalita

terça-feira, 29 de março de 2011

Simples Assim


"A miopia das maioria das pessoas costuma espantar-me. Tenho muitos conhecidos que se sentem diariamente obcecados pela educação de seus filhos, qual o melhor jardim da infância, se devem preferir escolas particulares ou públicas, quais os melhores cursos pré-vestibulares, maximizando a importância das notas obtidas e das atividades extracurriculares de modo a conseguirem matricular o filho naquele colégio, naquela universidade, ad infinitum . Depois, começam o mesmo ciclo em relação aos netos.
Essas pessoas acham que este mundo está imobilizado no tempo e que o futuro será uma reprodução do presente.
Se continuarmos a derrubar as nossas florestas a destruir as nossas fontes de oxigênio, o que essas crianças estarão respirando daqui a vinte ou trinta anos? Se envenenarmos nossos sistemas hidráulicos e nosso ciclos de alimentos, o que elas irão comer? Se continuarmos cegamente a produzir fluorcarbonos e outros detritos orgânicos e a destruir a camada de ozônio, poderão elas viver ao ar livre? Se superaquecermos o planeta mediante algum efeito estufa, fazendo subir o nível dos oceanos, e inundarmos as nossas praias e exercermos pressão excessiva sobre as falhas oceânicas e continentais, onde elas irão viver? E os filhos e netos, na China, na África, na Autrália e no resto do mundo, serão igualmente vulneráveis, pois também vivem nesse planeta. Convém pensar nisso: se e quando reencarnarmos, seremos uma dessas crianças.
Portanto, por que toda essa preocupação com vestibulares e universidades quando talvez não exista um mundo para os nossos descendentes?
Por que essa obsessão com o prolongamento da vida? Por que desejar fazer estender nosso fim geriátrico por mais alguns anos infelizes? Por que essa preocupação com níveis de colesterol, dietas de trigo integral, contagem de lipídios e execícios aeróbicos?
Não será mais sensato viver com alegria agora, tornar mais plenos os nosso dias, amarmos e sermos amados, do que nos preocuparmos tanto com nossa saúde física em um futuro incerto? E se não houver um futuro? E se a morte for nossa libertação para a felicidade?
Não estou dizendo que devemos desprezar o corpo, que seja certo fumar ou beber excessivamente, usar substâncias abusivas ou ficarmos grosseiramente obesos. Essas condições nos causam dor, sofrimento e incapacidade. Mas não se preocupem tanto com o futuro. Tratem de encontrar a felicidade hoje.
A ironia de tudo isso é que, se adotarmos essa atitude e procurarmos ser felizes no presente, provavelmente viveremos mais tempo.
O nosso corpo e a nossa alma são como um carro e o seu motorista. Lembre-se sempre que você é o motorista, não o carro. Não se identifique com o seu veículo. A ênfase de hoje em prolongar a duração da vida, em viver até os cem anos de idade ou mais, é loucura. É como continuar a usar seu Ford antigo além dos 300 mil ou dos 500 mil quilômetros. A carroceria do carro está enferrujando, a transmissão já foi reformada cinco vezes, as peças do motor estão caindo, e você insiste em não abandonar o carro. Enquanto isso, há um Mustang novo em folha esperando por você, bem perto de você. Basta-lhe sair do carro velho entrar nesse belo Mustang. O motorista, a alma, nunca muda. Somente o carro.
E quem sabe se existe uma reluzente Ferrari esperando por você em algum ponto da estrada?"

Texto extraído do livro Só o Amor é Real de Brian L. Weiss

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Casa do Lago


" - Você não foi, não apareceu.
- Eu não entendo. Deve ter acontecido algo. Eu sinto muito. Eu tenho dois anos,Kate. Podemos tentar de novo.
- Não, Alex. É tarde demais. Já passou... não deu certo.
- Não desista de mim, Kate. E quanto a Persuasão? Eles esperaram. Se reencontraram. Tiveram uma segunda chance.
- A vida não é um romance, Alex, e ela pode acabar num segundo. Eu tava almoçando com a minha mãe no Daley Plaza e um homem morreu bem na minha frente, nos meus braços... aí eu pensei: não pode acabar assim no dia dos namorados. Aí eu pensei nas pessoas que o amavam, que estavam esperando por ele em casa... que nunca mais iriam vê-lo. E pensei: e se não houver ninguém? E se você vive a vida toda sem ninguém esperar por você? E então eu fui até a casa do lago em busca de alguma resposta... e encontrei você... e acabei me deixando levar por essa linda fantasia onde o tempo parava. Mas não é real, Alex... e eu preciso aprender a aceitar a vida que eu tenho. Por favos não me escreva mais. Me ajude a deixar você..."

"Nunca houveram corações mais abertos,
Nem gostos tão semelhantes,
Ou sentimentos mais afinados."

Texto extraído do filme: A casa do Lago(2006), baseado no livro Persuasão(1818) de Jane Austen


Música: This Never Happened Before 

domingo, 27 de março de 2011

Antes Que Termine o Dia




Lembro-me daquele inicio de primavera...
Tudo era maravilhosamente colorido...
Meu vestido movimentando-se com a brisa que soprava...
Seu cabelo esvoaçante...
tudo era tão perfeito que parecia que a qualquer momento poderia acabar...
parecia que não tínhamos direito a tamanha felicidade
Nossas mãos dadas, dançando no ritmo de nossos passos...
O contato com a natureza...
As conversas, a viagem de conhecimento ao seu passado...
Lugares que marcaram sua infância que agora pareciam fazer parte da minha vida...
Os lugares que visitamos que nunca antes tive coragem de ir...
você me encorajou...  me ajudou a superar meus medos...
E se agora, ao menos eu tivesse a chance de lhe falar...  gostaria de dizer o quanto amo você e por que o amo como você fez...
Você sabia que aconteceria...
Tentou me contar mas não lhe dei ouvidos...
“bobagem a dele... está apenas impressionado com um sonho bobo”... eu pensei...
Agora, percebo o erro que cometi... se pudesse voltar atrás, você ainda estaria aqui comigo...
Talvez estivéssemos rindo disso tudo e eu jamais teria entrado naquele hospital e não receberia aquela noticia...
O melhor dia da minha vida tornou-se um pesadelo a partir do momento em que te perdi... 

Escrito em 2007

quinta-feira, 24 de março de 2011

Éramos Três


Eram 21:50 do dia 22 de março de 2011.
Shopping fechando. Entre duas lanchonetes, três mulheres diferentes esperam por coisas diferentes.
A primeira, aparentemente esperava por alguém. A segunda, acompanhada, porém,não por muito tempo. A terceira, esperava a partida da barca das 22:00 horas para que pudesse ir para a estação.
Enquanto esperava, a primeira mulher, que parecia uma jovem universitária, tomava seu milk-shake e lia algumas folhas.  Foi a última delas a levantar-se, não se sabe se sozinha ou acompanhada.
A segunda, após seu acompanhante ter se levantado, pegado algumas sacolas e saído aparentemente puto da vida, manteve a pose e continuou comendo calmamente. O nervoso era perceptível, enquanto ela comia seu quiche, parecia tensa e "bebericava" intercaladamente, as duas xícaras de café expresso que agora estavam sobre a mesa. Pegou o celular e tentou fazer uma ligação, em vão. Discretamente levantou-se e foi embora.
A Terceira mulher, comia um pastel de forno de queijo minas enquanto esperava que seu chocolate quente esfriasse. Acima de tudo, queria desesperadamente que a hora passasse. Observava as lojas que estavam preparando-se para finalmente adormecer após um longo dia e reparava nas outras duas mulheres a sua frente. Achava graça de tudo que acontecia e naquele mesmo momento pensou: preciso escrever algo sobre isso. Pegou seu caderno e anotou a idéia para que não escapasse de sua cabeça. Olhou para o relógio, eram 22:05, hora de partir. Levantou-se, pegou seu chocolate e foi andando.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Piano Bar



Hoje quando estava no twitter, li uma frase que senti que conhecia e resolvi jogar no google para ver de onde era. Era uma música do Engenheiros do Hawaii, muito conhecida por sinal, que é Piano Bar. Fui ao youtube e procurei o vídeo, foi instantâneo assim que vi a letra me deu vontade de escutar.
Enquanto ouvi a música, lembrei das noites de música ao vivo em barzinhos. Eram praticamente noites em família das quais eu já não faço parte. Não da família, mas das noites. É incrível que se eu tivesse lendo isso, já teria fechado essa janela pois pensaria que o autor do blog virou evangélico. Desculpe, eu sei que é um comentário preconceituoso, mas é real. Mas a questão não é bem essa.
Ao ouvir, percebi que estava desaprendendo a letra da música. Tinha muito tempo que não ouvia e durante os três minutos e meio de música, várias outras músicas que costumava ouvir durante aquele tempo vieram me visitar. Desde bandas que eu gostava como Capital Inicial à várias outras bandas dos anos 80 que passei a conhecer pela voz de outras pessoas. 
Olhando para trás parece um tempo tão distante, tanto do passando quanto do futuro. Não direi que me sinto mais só do que nunca porque está longe de ser o tipo de sentimento que se passa aqui dentro. No entanto, se eu   tivesse me observando de fora, seria exatamente isso que eu veria. Fala sério, uma pessoa que aprendeu a gostar de ir ao cinema sozinha e assistiu a três filmes seguidos nessas condições e saiu rindo como se fosse a pessoa mais feliz do mundo não é uma pessoa de muitas companhias. E pra ser sincero ir a um bar sozinha para assistir uma banda tocar é o mesmo que ir com uma bandeira de #foreveralone na testa e convenhamos, essa é uma parte que ninguém precisa saber. 
Últimamente para ouvir o tipo de música que eu gosto basta jogar no youtube ou botar um dvd para assistir e mesmo assim, quando estiver sozinha em casa de preferência, por que assim ninguém reclama do meu mau gosto musical.
O vídeo deu um pouquinho de trabalho para ser encontrado mas queria tanto que continuei procurando até encontrar. Acho essa versão bem melhor do que a outra encontrada na maioria dos vídeos dessa mesma música.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dia Cheio


Hoje bati o meu recorde, assisti a três filmes seguidos no cinema. Para fazer isso, tive que matar aula, queria ir para qualquer lugar, menos para a aula e como já estava no shopping acabei unindo o inútil ao agradável.
Na volta, peguei a barca das dez e meia. O engraçado é que algumas pessoas cheiravam à Cantareira. Quase era possível distinguir quem vinha de lá e quem vinha de outros lugares. Os filmes foram Rango, O Discurso do Rei e Bruna Surfistinha.
Hoje também completei minha coleção da Jane Austen e ainda comprei Jane Ayre. Queria tanto ter o tempo que tinha disponível para ler, como eu tinha nas férias. Creio que os livros ficarão encalhados por um tempo. Estou na primeira semana e já tem muita coisa para ler. Só consegui achar esses livros porque fui atrás de um presente para uma amiga. Fui com a idéia fixa, já tinha escrito até a dedicatória em um papel. Fiquei toda empolgada mas quando cheguei lá só tinham os outros títulos da mesma autora. Comprei um outro, da lista dos best-sellers mas não era o que eu queria.
Agora estou em casa, morrendo de sono e me martirizando por ter que acordar cedo amanhã para ir pro curso. Queria muito mudar para o convencional mas não sei se será uma boa idéia. Preciso me habituar a esse novo método ou ao menos me obrigar a assistir as aulas de uma maneira suportável.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Rotina


Pela janela da barca observo a plataforma de embarque
Em seu outro extremo, "Boa Viagem" dança vorazmente com o vai e vem das ondas
Um leve chuvisco dá o ar da sua graça e rapidamente transforma-se em uma chuva mais densa.
A barca dá partida e mais uma vez me despeço do lugar que brevemente poderá ser minha moradia.
Apesar da incerteza que este dia me trouxe, sinto que não há mais volta.
O vento sopra levemente meus cabelos e se intensifica aos poucos
É como se tivesse me desejando bom retorno.
É a mesma sensação que tantas outras vezes senti com lágrimas nos olhos, mas dessa vez, sem lágrimas.
Em seu lugar surge a tranquilidade e a incerteza do dia de amanhã.
A música em meu ouvido, o vento na face, o vão central da ponte a alguns poucos quilômetros e o mar que existe entre nós confirmam o retorno da rotina.

14/03/11 - 20:40 

quinta-feira, 10 de março de 2011

O que vier...


Sinto que dessa vez vai acontecer se tiver que acontecer. Por não saber o que é melhor, larguei nas mãos de destino ou seja lá o que rege a vida das pessoas. Se as coisas derem errado, ao menos desta vez, não ficarei triste, apenas entenderei que não é a hora.
Há uns dois dias atrás, quando me dei conta de que as aulas estão prestes a começar, bateu um cansaço e fiquei pensando em como seria bom encontrar um canto por lá. Pelo menos para evitar toda aquela viagem diária, que apesar de amar, acaba sendo cansativa. Sem contar que também é um lugar que posso ir quando tiver tempo vago ou mesmo tiver que fazer algum trabalho. Parei de pensar nisso, não adiantaria. Segunda-feira as aulas estão aí e não há como evitar e ficar pensando nisso só aumentam os riscos de uma crise de enxaqueca.
Hoje, dentro do táxi, enquanto esperava a minha vizinha terminar de resolver uns problemas na auto-escola, meu celular tocou e era uma amiga, que mora em uma república, falando que conseguiu uma "kitnet" que fica perto da faculdade para alugar e queria dividir com alguém e perguntou se me interessava. Falei que teria que conversar com a minha mãe e que ligaria para ela. Cheguei em casa e conversei e confesso que nunca pensei que concordariam tão facilmente. Agora é ver a parte burocrática, que é imobiliária e tudo mais. Como essas coisas são altamente instáveis, há muita coisa para acontecer ainda. Não estou criando expectativas
Não sei bem se é isso que quero, se estou tomando a decisão certa, mas creio que nesse caso, as consequências não serão tão radicais e que vai dar para encarar independente do que vier, na pior eu continuarei aqui, o que não tem sido tão ruim assim.

Sentir bem


Agora pouco tive mais um dos meus surtos de mudanças. Eram duas horas da manhã e estava aqui arrumando o meu quarto, para amanhã, me livrar de todas as roupas que eu não uso e que não caem bem em mim. Além de ocupar espaço no meu guarda roupa, não há motivos mantê-las lá enquanto há tanta gente precisando.Também acho que fará bem a auto-estima, mesmo que na hora seja bem difícil me livrar delas.
Também comecei a ler uns blogs sobre gordinhas e acabei dando um up. A certa altura comecei a ficar em dúvida se eu existia. Não encontrava minhas medidas nas lojas virtuais de gordinhas mas também não encontrava nas lojas habituais. Quase comecei a pensar que não existia.
A ironia de tudo, é que quem me ajudou foi uma das pessoas que mais me fez chorar no passado e com todos os defeitos dele, como homem, se mostrou um amigo maravilhoso nos poucos minutos de conversa que tivemos hoje.
E pensar que tudo isso começou porque estava lendo artigos sobre depressão. Queria saber mais sobre sintomas, possíveis tratamentos e outras curiosidades. Não foi surpresa ver que parecia que os artigos praticamente me descreviam e fiquei pensando em como reverter esse quadro. O objetivo é trazer de volta o sorriso para minha face e passar isso para as pessoas. Foi exatamente nesse momento que esse amigo veio falar comigo e começamos a conversar. O que ele me disse também não foi surpresa, mas quanto mais pessoas dizem menos eu tenho como questionar, afinal é o que elas veem e na maioria das vezes o que eu sinto mas me recuso a admitir aos outros.
Minhas aulas começam segunda-feira e estou pensando no que quero passar para as pessoas. Se é a velha imagem de suicida, infeliz, passarinho-preso-no-próprio-corpo ou uma imagem segura, de quem sabe o que quer e corre atrás da felicidade ou que é feliz simplesmente por existir e ser o que é.Pelo menos nesse aspecto eu sei o que quero e o que não quero. A grande questão é fazer isso e me sair bem.
Esse é a minha segunda postagem totalmente espontânea e se tudo der certo elas continuarão. Abaixo estão os links dos sites que visitei hoje.


IPPB
A Pesssoa Depressiva ...
Me ajudaram:

Cheia de Charme
Rock do Batom
Poderosas Gordinhas
Gordinhas Assumidas

segunda-feira, 7 de março de 2011

Paixão à Flor da Pele



Acabo de ver um dos melhores filmes da minha vida. O filme não é tão novo e já o tenho há algum tempo mas nunca tive curiosidade de ver. Durante o início e acho que até mesmo até o meio, tive ímpetos de desistir pois o filme não me prendia, mas alguns amigos já tinham me indicado e com esse pensamento insisti.
A trilha sonora é perfeita e do meio para o final tudo vira de cabeça para baixo fui incapaz de tirar os olhos da tela e para fechar com chave de ouro, a última cena do filme tem The Scientist do Coldplay, como música de fundo. Estou simplesmente apaixonada. Foi uma explosão de emoções muito grande para um filme que começa tão parado.
Tenho percebido que quando o filme é bom, eu não choro no fim. Fico com uma sensação estranha, quase sem palavras, no entanto, sem palavras é algo que realmente não estou pois se estivesse seria simplesmente incapaz de escrever isso. Aconteceu com Cisne Negro e agora esse e com vários outros filmes que assisti mais de uma vez.

"O que é bonito não precisa ser extraordinário, o comum também pode ser bonito."


" As vezes, quando se ver alguém de longe, cria-se fantasias, mas quando se ver ela de perto, nove em dez vezes você se arrepende."

Frases extraídas do filme

domingo, 6 de março de 2011

Hedonista


"O cacho de morte amadurece no pé da vida."

Depois de tanto procurar pela frase perfeita para minha próxima tatuagem, foi uma surpresa quando ela me achou. Estava no twitter quando de repente vi o link da música do novo CD do Galdino, cliquei, ouvi e quando li a letra me deparo com o verso perfeito. Meu dilema agora é saber se dará para tatuar as 8 palavras no pé.
Também achei muito interessante o significado do título da música que desconhecia até então.

Hedonismo sm Fil Sistema que estabelece o prazer como objeto principal da vida.

Hedonista adj 2gen 1. Relativo ao hedonismo; 2. que é partidário do hedonismo; 3. pessoa hedonista;

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Experiências


"De mil experiências que fazemos, no máximo conseguimos traduzir uma em palavras, e mesmo assim de forma fortuita e sem o merecido cuidado. Entre todas as experiências mudas, permanecem ocultas aquelas que, imperceptivelmente, dão às nossas vidas a sua forma, o seu colorido e a sua melodia. Quando depois, tal qual arqueólogos da alma, nós nos voltamos para esses tesouros, descobrimos quão desconcertantes eles são. O objeto da observação se recusa a ficar imóvel, as palavras deslizam para fora da vivência e o que resta no papel no final não passa de um monte de contradições. Durante muito tempo acreditei que isso era um defeito, algo que deve ser vencido. Hoje penso que é diferente, e que o reconhecimento de tamanho desconcerto é a via régia para compreender essas experiências ao mesmo tempo conhecidas e enigmáticas. Tudo isso parece estranho, eu sei, até mesmo extravagante. Mas desde que passei a ver as coisas assim, tenho a sensação de, pela primeira vez, estar atento e lúcido.
Se é verdade que apenas podemos viver uma pequena parte daquilo que há dentro de nós, o que acontece com o resto?"

Extraído do livro Trem Noturno para Lisboa de Pascal Mercier

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"E o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia..."

Olhando essa imagem sinto saudades.
Saudades de um tempo que não voltará.
Da amizade que nos unia, que era tão bonita quanto esta tarde que passamos juntas.
Não foram poucos momentos assim.
Crescemos e embora mantenhamos o contato, sinto que não é a mesma coisa.
Os papos mudaram, as preocupações também,
já não nos vemos com tanta frequencia, mas ainda somos nós.
Temos a mesma essência embora nem sempre a cabeça seja a mesma.
Agora, olhando saudosamente o passado,
mal me reconheço.
O cabelão, o estilo, nós três juntas...
Ai que saudade!

sábado, 29 de janeiro de 2011



Agora pouco estava passando o Making Off de Harry Potter. Eu não sou fã, mas acabei assistindo ao filme. Enquanto a Emma Watson falava, o que me chamou atenção foi o seu inegável sotaque inglês, que é quase como um sonho de tão perfeito. Com Colin Firth também não é diferente, já que além do sotaque ele também tem um "charme britanico" inconfundível .
Depois fiquei pensando quantas pessoas não tem sonhos "geograficamente realizáveis". Também pensei em quantos ingleses não tem o sonho de conhecer o Rio de Janeiro e em quantas pessoas não sonham em morar em outros países sem saberem, ao menos, se seriam felizes lá.
Eu admito que tenho uma fixação pela Inglaterra e sonho em conhecer a Itália. A diversidade cultura é fascinante. Para que estagnar, se é possível voar mais alto?

Retalhos



Prestes a começar a ler Retalhos, de Craig Thompson, enquanto lia a sinopse, um trecho me chama atenção:
"...nas frias noites de nevasca, como é dormir pela primeira vez com alguém que você ama, em um universo conjunto sob as conversas."
 O título em si, já mexe um pouco comigo. Provavelmente os retalhos a que Thompson se refere são trechos da vida dele. É exatamente como me sinto. Sou retalhos a espera de um momento oportuno para que possa me juntar e fazer algum sentido.
Depois que comecei a ler, não demorou muito até que me deparasse com outro trecho chamasse a minha atenção.
"Eu queria queimar estes artefatos infantis porque as linhas - que haviam sido minha fuga - agora serviam de lembrança. Eu queria queimar minhas memórias."
Acho que todo mundo já teve um momento desses. Algo do estilo "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". E essa busca incessante pelo esquecimento de algum erro cometido, uma escolha errada ou mesmo lembranças de momentos ruins que já passaram, mas que ainda hoje trazem muita dor.

E pra finalizar um último trecho que para mim, foi o mais triste do livro. Provavelmente porque coincidiu com o momento que eu estava passando. Acredito que não a situação em si, mas o que se passou com ele para tomar essa atitude.
"Raina, estou ligando para dizer Adeus..."
Uma coisa é certa, ele a amava. Optou por outro caminho quando percebeu que ir adiante só traria sofrimento. No final a vida é assim. Não dá para sair ileso dela. O jeito é se adaptar, buscar novas coisas e dar valor ao que se tem.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jane Austen e suas heroínas

 As heroínas dos romances de Jane Austen são encantadoras. Um exemplo para a época em que viveram. Seus livros são uma viagem para quem gosta de romances "água com açúcar". Muitos gostariam de vivenciar histórias de amor como aquelas.
Essas biografias de sites mostram a vida dos autores muito objetivamente, só quando vi "Amor e Inocencia", filme baseado na vida da autora, pude entender realmente o porque de suas personagens e de suas características. Todas elas tem um pouco(ou muito) do que a própria Jane gostaria de ter sido ou tido. Incluindo os finais felizes, que nunca fizeram parte da vida da autora.
Durante toda a sua vida, Jane sofreu por amor mas nunca deixou de sonhar com ele. E sem duvida essa é uma mensagem presente em todas as suas obras.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010



Se eu não deixá-lo partir, essa ferida aberta em meu peito vai infeccionar. Preciso cuidar para que não perca a força interior que teimo em desconhecer, embora se faça cada vez mais presente em meu dia-a-dia.

"Viajando para a lua você dorme e seus sonhos se desembaraçam." 

Baseado em Nana

domingo, 12 de dezembro de 2010


Quando somos pequenos achamos que nossos pais são heróis. Que eles podem nos proteger de qualquer coisa. Não é a toa que é para a cama deles que corremos quando estamos com medo.
Sempre há um a quem somos mais apegados. Na maioria das vezes costuma ser a mãe. São raros os casos que não.
O tempo vai passando, vamos crescendo e aos poucos sem percebermos, a nossa visão de mundo também vai modificando. As decepções começam a aparecer. A descoberta de que todas a coisas que você acreditava não passavam de fantasias. A começar pelo Coelhinho da Páscoa, passando pela Fada do Dente e o Papai Noel.
Daí por diante, as decepções só aumentam. Na transição da infância para a adolescência, sem dúvida, a pior delas é descobrir que seus heróis. Quem você pensava que poderia te proteger de tudo e de todos, são na verdade, pessoas comuns, que também erram, assim como você e todas as pessoas que você ainda cruzará ao longo da sua vida.
A partir de então, você pode escolher se acostumar com isso ou aprender a se virar sozinho ou pode sofrer até que a vida te ensine na marra.

"A verdade é que todo mundo vai te machucar, você só deve decidir por quem vale a pena sofrer."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ausência


"Se agregar não é segregar;
Se agora for, foi-se a hora.
Dispensar não é não-pensar;
Se saciou, foi-se embora"

"..." - O Teatro Mágico

agregar - ajuntar, aglomerar, reunir vp. 2.reunir-se, associar-se, congregar-se. Conjuga-se como regar.
segregar - Pôr de lado, separar; 2. operar a secreção de; 3. desligar, afastar, tirar do convívio dos outros; 4. isolar-se;afastar-se. Conjuga-se como regar.

sábado, 4 de dezembro de 2010


Entre gritos e lágrimas sufoco-me.
o desespero toma conta e penso em quebrar promessas que se não fossem pelo que são,
já não teriam valor algum.
A solidão vem com tudo me deixando fora de mim.
Luto já sem forças.
Preciso fazer algo, não posso continuar assim.
Me acalmo, mas não por muito tempo.
Novamente sou atingida por essa onda
de lembranças e dor.
Afogo-me aos poucos,
sob as águas revoltas não penso no físico,
o que dói é a alma.
Não sei o que sou e nunca soube.
Tampouco o que sinto ou serei.
Viver ou morrer me é indiferente.

"Eu vejo tudo o que se foi e o que não existe mais..."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Do começo ao Fim


" - Eu te amo.
  - E por que você me ama?
  - Eu te amo porque você é meu. Eu te amo porque você precisa de amor. Eu te amo porque quando você me olha eu me sinto um herói. Sempre foi assim. Eu te amo porque quando eu te toco me sinto mais homem do que qualquer outro.
 - [...] Eu te amo porque você poderia amar a qualquer outra pessoa e mesmo assim, você me ama... só a mim."



"Ser capaz de se entregar inteira e completamente a uma outra pessoa é a melhor coisa da vida. O amor verdadeiro começa aí. Nesse entrega incondicional. A vida pessoal só vale a pena quando se acredita na dependência mútua."

Extraído do filme Do Começo ao Fim

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Autocrítica

Não adianta fugir. Não adianta pensar. Ter planos não significa que vá executá-los. Posso correr até a exaustão, que quando eu parar, ainda estarei lá. Independente do lugar, ainda serei eu. Com os mesmos problemas. Com as mesmas soluções. Com os mesmos sentimentos. Com as mesmas frustrações.
Sei que de nada adianta tantas palavras. Tantas lamúrias. Tantas reclamações. É preciso uma mudança real, prática. Só assim surtirá o efeito desejado.
Essa melancolia é quase um martírio. Uma conformação. Não poder mudar partes da vida que supostamente trazem infelicidade não significa, necessariamente, esconder-se atrás delas. Embora seja difícil admitir, está mais do que claro que faço uso desse artifício para justificar minha "estagnação" em relação a tudo a minha volta.
E enquanto o tempo passa continuo me escondendo sob essa "capa", por não aceitar quem realmente sou. É uma defesa. O medo de não ser aceita, justamente por não me aceitar, torna evidente minha covardia e insegurança. Ao fazer isso, me deparo com um dos sentimentos mais baixos que um ser humano pode sentir, que é a autopiedade. Nada mais desprezível do que ter pena de si mesmo.
Aproveito esses raros dias em que consigo fazer uma auto-analise sem ser interrompida por pensamentos aleatórios e desnorteantes de todas as naturezas. Não há dúvidas de que em alguns dias, até mesmo horas, voltarei ao normal. Escrevendo sobre as mesmas coisa. Velhos sentimentos com palavras nem tão diferentes assim.
Esse comportamento se repetirá sucessivamente até o dia em que eu der o primeiro passo em rumo ao amor próprio. Só então as mudanças serão concretas e permanentes. Não importa o quão mude o mundo externo, eu serei meu próprio "porto seguro". E quando esse dia chegar, minha busca por alguém a quem possa admirar e amar, terá terminado. Porque eu serei essa pessoa. Só então poderei começar uma nova busca, e dessa vez, pelos motivos certos.

"Se você quiser alguém em quem confiar 
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança."

Renato Russo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Aprender a Amar



"Quando era pequena, numa cidadezinha de Connecticut, os meus vizinhos prediletos eram um casal de cabelos brancos, Arthur e Lillian Webster. Os Webster criavam gado leiteiro e pautavam a vida por um conjunto inviolável de clássicos valores ianques. Eram modestos, frugais, generosos, trabalhadores, religiosos sem exagero e membros socialmente discretos da comunidade, e criaram os três filhos para serem bons cidadãos. Também eram de uma bondade enorme. O sr.Webster me chamava de "Cachinhos" e me deixava passar horas andando de bicicleta no seu estacionamento bem pavimentado. Quando eu era muito boazinha, às vezes a sra. Webster me deixava brincar com a sua coleção de antigos vidros de remédio.
Faz alguns anos que a sra.Webster faleceu. Alguns meses depois da sua morte, saí para jantar com o sr.Webster e passamos a falar da sua esposa. Quis saber como tinham se conhecido, como tinham se apaixonado - todo o início romântico da vida em comum dos dois. [...] Não consegui arrancar do sr.Webster nenhuma lembrança romântica da origem do seu casamento. Ele confessou que não conseguia nem se lembrar do momento exato em que conhecera Lillian. Ela estava sempre na cidade, pelo que ele recordava. Sem dúvida, não foi amor à primeira vista. Não houve nenhum momento de emoção, nenhuma fagulha de atração instantânea. Ele nunca se apaixonara por ela.
 - Então por que se casou com ela? - perguntei.
Como explicou com o seu típico jeito ianque, franco e objetivo, o sr.Webster se casou porque o irmão mandou que se casasse. Arthur logo assumiria a fazenda da família e, portanto, precisava de uma mulher. Não se pode administrar uma fazenda direito sem mulher, assim como não se pode administrar uma fazenda sem um trator. Foi uma mensagem nada sentimental, e Arthur sabia que a ordem do irmão era certa. Assim, o jovem sr.Webster zeloso e obediente, saiu pelo mundo para arranjar devidamente uma esposa. Ao ouvir a narrativa, ficamos com a sensação de que várias moças em vez de Lillian poderiam ter ocupado a vaga de "sra.Webster" e que, na época, isso não faria muita diferença para ninguém. Arthur simplesmente se decidiu pela loura que trabalhava no Serviço de Cursos de Extensão da universidade. Tinha a idade certa. Era simpática. Era saudável. Era boa. Servia.
Portanto, é claro que o casamento dos Webster não começou com um amor febril, pessoal e apaixonado[...]. Portanto, podemos então supor que essa união é "um casamento sem amor". Mas é preciso tomar cuidado ao fazer suposições assim. Disso eu sei bem, pelo menos nos caso dos Webster.
No fim da vida da sra.Webster, diagnosticaram a doença de Alzheimer. Durante quase uma década, essa mulher vigorosa definhou de tal maneira que vê-la era um sofrimento para todos na comunidade. O marido, aquele fazendeiro ianque pragmático, cuidou da mulher em casa durante todo o tempo em que ela levou para morrer. Ele lhe deu banho, a alimentou, abriu mão da liberdade para tomar conta dela e aprendeu a suportar as consequências pavorosas da sua decadência.. Continuou cuidando da mulher mesmo bem depois que ela já nem sabia quem ele era, e até bem depois que ela já nem sabia quem era ela mesma. Todo domingo, o sr.Webster vestia sua mulher com boas roupas, punha-a na cadeira de rodas e a levava ao culto, na mesma igreja em que tinham se casado quase sessenta anos antes. Fazia isso porque Lillian sempre amara aquela igreja, e ele sabia que ela apreciaria o gesto caso tivesse consciência dele. Arthur sentava-se no banco ao lado da esposa, domingo após domingo, segurando a mão dela enquanto ela se afastava aos poucos rumo ao esquecimento.
E se isso não é amor, alguém vai ter de se sentar comigo e explicar bem direitinho o que é amor na verdade."


Extraído de Comprometida - Uma História de Amor  de Elizabeth Gilbert

Lendo este trecho do livro fiquei pensando em quantos casamentos são assim. Em quantas pessoas se assujeitam a essa situação. E principalmente se eu conseguiria viver a vida inteira ao lado de uma pessoa pela qual só sinta afeto. Uma pessoa a qual eu respeite, mas não ame. Só de pensar nisso uma angústia se apossa de mim e me faz querer desaparecer.
O afeto não é amor. Será que ele supre a solidão?

domingo, 28 de novembro de 2010

Esse é o nosso mundo, esse é o nosso Rio de Janeiro

A situação anda tão tensa que mesmo os mais despreocupados não deixam de notar a tensão que se apossa mansamente de cada um de nós.
Independente do lugar, seja em comunidades ou não, o ar está carregado. A incerteza de um retorno deixa o medo estampado nos olhos da população.
O mundo virtual passa a ser a válvula de escape, lembrando que quem está preso somos nós. Perdemos as rédeas das nossas vidas para a violência e esperamos ansiosamente que voltem ao normal.

"Ninguém vê onde chegamos? Os assassinos estão livres, nós não estamos..."
                Legião Urbana 

sábado, 27 de novembro de 2010

Destino


"Podemos nos culpar pelo resto da vida, ou podemos admitir a cruel verdade. Não foi culpa de ninguém, foi o destino."

Autor Desconhecido

quinta-feira, 25 de novembro de 2010



E se houver alguém em quem dar um abraço de Ano Novo?
Alguém a quem possa entregar meus sentimentos sem receios?
Alguém que me aceite e me respeite como sou.
Alguém a quem não ame
Mas a quem talvez pudesse aprender a amar.
Se uma segunda chance me foi dada
Não seria correto deixar passar
No entanto, a dependência do tempo persiste
Assim como a angústia em meu peito
E o receio de brincar com o sentimento alheio.

Vazio!Vazio!Vazio!
É o que tenho aqui dentro
Maior que eu, é um buraco negro
que suga todo o equilíbrio que eu jamais terei.

As mais belas palavras ditas pela pessoa errada,
Não da pessoa que assombra meus sonhos.
Lágrimas rolam, não apenas por minhas faces
mas também em minh'alma.
Gritos desesperados ecoam pelo meu silêncio.
Se abro a boca eles escapam e fazem um estrago.

Já não sei até onde sou capaz de ir
Sinto que a qualquer momento vou explodir
E os estilhaços vão se espalhar
Mas não deixarei de existir.

Minhas ilusões românticas
Me impedem de tentar
E trazem, cada vez mais,
solidão e lembranças de uma época que quero esquecer.
Sinto "a casa dos sonhos" cada vez mais distante
e rejeito a oportunidade de me aproximar "dela".

E é assim que termino
deitada em minha cama
Pensando no que poderia fazer
Esperando algo acontecer.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Partida


“Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. “
   Caio Fernando Abreu


E eu só descobri isso depois que perder-te.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O medo e o recomeço



E se de repente o destino me oferece a tão sonhada chance de recomeçar?
Depois de tanto pedir, não posso simplesmente virar as costas ao que me foi enviado.
Cenas passadas assombram-me fazendo com que a tristeza transborde em meus olhos
revelando indícios de um tempo do qual só me restaram fantasmas.
É uma saudade ruim,carregada de uma imensa vontade de aproveitar o presente sem receios ou lembranças.
Uma vontade desesperada de querer amar e ser amada sem medo.
Me sentir nas nuvens sem esquecer da realidade que me espera.

Mais que isso


Nessa busca incessante,
procuro me encontrar.
É uma sequência de testes
cuja pergunta principal é: até onde vou?
Por vezes faço coisas que penso que me farão feliz
e no entanto fico surpresa ao sentir na pele o efeito contrario.
- Não, eu não sou assim. Não é isso que quero pra mim. Eu não quero ser o step de ninguém. Não tenho essa vocação.  - é o que grita minha voz interior.

"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior..."

domingo, 21 de novembro de 2010



Tenho o corpo relaxado e a mente tumultuada
Cercada de contrastes,tento em vão,
expressar meus sentimentos em poesia.
Versos livres tomam forma
Palavra por palavra
É assim que me encontro nesta manhã desta quinta-feira cinzenta
Onde o sol luta pra sair e uma brisa balança suavemente meus cabelos.
Não sinto frio, apenas vazio.
Seu cheiro, impregnado na minha pele
só me traz lembranças do que poderia ter sido a melhor tarde do ano.
A força que me faz querer ser indiferente a ti é nula,
É uma vontade tolamente subjetiva
Mesmo sendo, objetivamente, pura ignorância.
Mesmo que eu queira ou tente, te odiar está além de minhas forças.

Os sons das ondas batendo, a barca passando, essa paisagem privilegiada
Não me tiram a vontade de sumir.
Sozinha,sempre sozinha.
O tempo passa e a mudança é superficial.
Mais uma vez me vejo perdida
Sem vida ou objetivos.
Só amar me motiva e até que eu aprenda a cultivar o amor próprio,
esse vazio será minha companhia.
Minha busca pelo amor é eterna
Neste instante, sou e estou objeto.
Como a árvore que gentilmente me sede sua sombra.
De ontem em diante não me permitirei ser usada em outra ocasião se não em benefício próprio.
Esse vazio já é grande o bastante para que continue a crescer.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dar é Dar

"Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca... Chama-te de nomes que eu não escreveria... Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar... Sem querer apresentar pra mãe... Sem querer dar o primeiro abraço de Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o gingado... Te molha o instinto. Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der pra ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazio. Dar é não ganhar. É não ganhar um "eu te amo" baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, pra apresentar pra mãe, pra darão primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha, amor?" É não ter companhia garantida pra viajar. É não ter pra quem ligar quando recebe uma boa notícia. Dar é não querer dormir encaixadinho... É não ter alguém pra ouvir seus dengos... Mas dar é inevitável... Dê mesmo, dê sempre, dê muito... Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor. Esse sim é o maior tesão... Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar..."
(Luís Fernando Veríssimo)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ventos de Mudança

 
Sempre há aqueles pensamentos em que evita-se pensar, pois nos tiram o sono apesar de sabermos que não há uma solução imediata ou sequer sabemos se há uma solução. E como evitar não significa solucionar,mas sim adiar o inevitável, mais cedo ou mais tarde eles acabam voltando, mais uma vez me vejo aqui, durante a madrugada, insone, pensando no que não deveria.
O primeiro de meus vários dilemas é o fato de não conseguir falar,dançar,cantar na frente do espelho. Sempre que faço isso me sinto uma completa idiota. Fico envergonhada. Por outro lado, me sinto idiota também por não conseguir fazer isso. Acho que o fato de ser idiota não muda em ambos os casos, mas só de botar isso para fora já vale.Talvez a solução seja persistir até que isso acabe.
Outra coisa que me deixa mal é olhar para o lado e ver pessoas,mais novas do que eu até, que já fizeram tantas coisas, que me fazem imaginar como elas dividiam seu tempo para alcançar seus objetivos e serem o que são hoje. Também me pergunto o que fiz com meu próprio tempo para me perguntar isso.
Penso em várias e várias maneiras de resolver meu problema e volto sempre ao ponto de partida. Só pensar não adianta e eu sei disso. Mas qual será o primeiro passo?

sábado, 6 de novembro de 2010

Melancolia

Gosto de falar sobre um tema por postagem, mas enquanto pensava como seria esta, percebi que seria impossível por que um assunto me leva a outro. Então decidi começar por duas definições e um trecho de um livro.

astrologia sf Estudo da influência dos astros no comportamento das pessoas.

melancolia sf 1.Estado mórbido que se caracteriza por tristeza e depressão; 2. magoa,pesar; 3.tristeza vaga.

“ -Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?
[...] toda cidade tem uma única palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali. Se você pudesse ler o pensamento das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria – essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra pessoal não combinar com a palavra da cidade, então ali não é realmente o seu lugar. ”

Extraído do livro: Comer, Rezar, Amar (p.110)

Depois que li esse texto, comecei a pensar em qual seria a minha palavra. Intrigante, já que não sei me definir em várias, que dirá em apenas uma palavra.
Sempre me interessei por astrologia, e um dia acordei de decidi que tentaria fazer meu mapa astral, o maior desafio era encontrar um site que me ajudasse. Em meio aos vários links que o google me sugeriu, o encontrei cigano.net que não apenas me ajudou,como fez meu mapa astral em segundos.
Li minuciosamente cada um dos dez capítulos referente às áreas da minha vida para ver se realmente o que estava ali batia com o que eu conhecia de mim e fiquei boba quando constatei que sim. Também percebi que uma palavra predominou na maioria delas, e essa palavra era melancolia. Minha natureza é melancólica e embora eu já soubesse disso, nunca tinha reparado e jamais pensei que essa seria a minha palavra.
Certa vez li que “a melancolia é a tristeza poética.” Sou obrigada a admitir que essa definição cairia muito melhor à palavra e ainda ficaria muito mais bonita no dicionário.

Ouvir Estrelas



 "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto

A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."


Olavo Bilac 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Amizade



Há momentos em que tudo o que se quer é estar longe do mundo. Não ver ninguém, se possível nem nossos pensamentos. Mas há momentos em que tudo que se quer é dizer às pessoas que amamos o quanto as amamos. Às vezes falta coragem, vergonha, jeito com as palavras e até mesmo o medo de ser clichê nos impede. Mas existe algo mais clichê que o amor?Isso é imutável, faz parte da natureza.
Ontem enquanto estava a caminho da faculdade, senti uma saudade imensa dos meus amigos. Tive vontade de rir com eles, zuar, abraça-los e dizer o quanto os amo.
Naquele momento, um sorriso distante estampava meus lábios. Eu não estava alí. Quando cheguei ao centro da cidade fui trazida de volta à realidade.
Em questão de minutos estaria em um mundo completamente diferente, mas do qual agora eu também fazia parte. Eu sou a intercessão entre esses dois lugares, assim como meus amigos são dos seus respectivos mundos. E das manhãs preguiçosas, dos bilhetes em sala, das musicas diariamente compartilhadas e das confidencias trocadas, só resta a nostalgia.
Hoje, os raros momentos que temos disponíveis para nos encontrar, são meu ponto de fuga, minha válvula de escape. Momentos de pura descontração que me fazem lembrar que não faz parte da vida ser um peixe fora d’água. No nosso aquário não há fofocas ou falsidade, não há espaço para personagens ou julgamentos. Não importa o quão diferentes sejamos. A amizade que nos une é muito maior que tudo isso. Só com vocês eu sou realmente feliz.